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Hotelaria apresenta balanço da ocupação no RS

A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH/RS) concluiu hoje, dia 1º de fevereiro, a pesquisa de ocupação da rede hoteleira do Estado em 2004. A principal conclusão é de que a taxa de ocupação acompanhou o momento positivo da economia: o índice de ocupação física passou de 48% em 2003 para uma média de ocupação de 55%, um salto quantitativo de 7 pontos percentuais. A ABIH/RS promove a pesquisa nos cinco pólos de maior concentração da atividade hoteleira no Rio Grande do Sul, seguindo a ordem Capital, Serra Gaúcha (cidades principais: Gramado, Canela, Caxias do Sul e Bento Gonçalves), Litoral Norte (Torres, Tramandaí e Capão da Canoa), Zona Sul (Pelotas e Rio Grande) e Zona da Produção (Passo Fundo e Erechim, incluindo tambem Santa Maria, na região Central do Estado).Na tabela abaixo, as taxas de ocupação nos cinco pólos:

 

ZONA
%
%
ANO
2003
2004
Serra
59
65
Sul
45
55
Litoral
35
41
Metro
47
57
Produção
52
63
Média
48
55
 
A pesquisa mostrou que Porto Alegre e a região Metropolitana apresentaram uma recuperação forte nas ocupações (20% de incremento em relação a 2003), creditada pelos profissionais pesquisados ao aumento da atividade econômica, a mesma tendência que aparece nos percentuais de emprego e arrecadação. Para os hoteleiros, porém, os eventos em 2004 foram escassos e não contribuíram para ampliar o leque de crescimento. Eles lembraram, porém, que 2004 não teve Fórum Social Mundial em Porto Alegre. Nestes números não estão contabilizados os dois novos hotéis que foram inaugurados em dezembro, das redes Master e Atlantica Hotels.Nas regiões das Hortênsias e Uva & Vinho, na Serra Gaúcha, os turistas que viajam em grupos de operadora significaram a maior fatia, com quase 50% do total, o que representa um pulo de mais de 10 pontos percentuais nos indicadores de 2004 em relação a 2003, mesmo com a entrada em operação de mais de 500 novos apartamentos. A CVC sozinha representou para a Serra Gaúcha quase 60% destas operações.
  Na Região das Hortênsias, maior pólo de turismo do Estado, o incremento no número de turistas foi pulverizado pelo aumento exacerbado da concorrência. A região está incrementando vários projetos e propostas de busca de mais clientes para enfrentar o fenômeno da superoferta de leitos. Exemplos como o “Veraneio na Serra Gaúcha” e investimentos na captação de eventos deverão ser multiplicados, segundo as principais lideranças do turismo regional. Na região, os sinais da confiança no futuro estão representados pela entrada em operação no segundo semestre de 2005 do Centro de Eventos do Serra Park (que hoje tem em funcionamento a maior área de feiras do Estado), a aceleração das obras do Gramado Master Hotel e do anúncio da continuação da expansão do Hotel Serrano. O Litoral Norte do RS teve uma temporada atípica no verão passado, com ocupações que se aproximaram de 65% no pico de janeiro. Como no Litoral a atividade hoteleira sofre muito na temporada que vai de março a dezembro, isto puxou para baixo as médias anuais do Estado, principalmente por ser, aquele território, servido por mais de 15 mil leitos hoteleiros (no verão são disponibilizados mais de 50 mil unidades por imobiliárias e particulares que alugam suas casas de veraneio). A Zona Sul do Rio Grande, polarizada em Pelotas e Rio Grande, teve um significativo avanço pela reativação econômica, representada pelos anúncios do fortalecimento da indústria naval em Rio Grande (e também pela euforia causada pela movimentação das exportações pelo Porto da cidade).
Nas Zonas Central e das Hidrominerais, os pólos de Santa Maria, Passo Fundo e Erechim apresentaram ganhos de escala nas taxas de hospedagem, tambem creditados ao agronegócio e à retomada do crescimento econômico do país. Segundo o presidente em exercício da ABIH/RS, Roger Baqui, “a hotelaria está respirando aliviada, porém, ainda não saiu da UTI. Sem programas de promoção continuada, captação forte de eventos e negócios, obras de infra-estrutura, como a Rota do Sol e o Aeroporto de Canela, poderemos ter problemas mais na frente, pois, com estes índices, o segmento não se sustenta com atratividade. Basta para isto ver que, mesmo com um incremento de mais de 10 pontos percentuais  nas ocupações da Serra Gaúcha, puxadas principalmente por Bento Gonçalves, alguns hotéis de menor porte não suportaram a pressão e fecharam suas portas”.

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