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Mocotó: o polêmico prato típico do Rio Grande do Sul

Os escravos das estâncias gaúchas começaram a comer mocotó porque viram que ele dava força para eles trabalharem

O mocotó é uma refeição que costuma ter opiniões bem distintas. A maioria das pessoas ama ou odeia. De qual grupo você faz parte? E você conhece a história desse prato que faz sucesso, especialmente quando as temperaturas estão mais baixas? Saiba mais!

Esta refeição surgiu nas charqueadas, nas estâncias e estalagens. Os escravos, nas senzalas, ficavam sempre com as sobras do gado, do porco e das aves. E vem daí a tradição de se comer miúdos e partes menos nobres como pescoço, rabo, gorduras, orelhas etc. Isso no Brasil Colônia e em todas as capitanias.
Então, os escravos das estâncias gaúchas começaram a comer o mocotó, que é extraído da pata do boi e da vaca, porque viram que esse tipo de alimento dava sustância para eles trabalharem. E é verdade: o mocotó é rico em gordura, proteína e ferro.
Feito de patas, tripas e mondongo (que é o bucho do boi),
também é conhecido como dobradinha. Essas partes dos bois abatidos não eram aproveitadas. Com isso, as escravas usavam estes ingredientes para alimentar os filhos, mas a família toda comia. O fato relevante dessa receita é que depois que os escravos passaram a se alimentar de mocotó, caiu muito a morte de negros no trabalho. Naquela época, a lavoura era ainda mais exaustiva e tanto os escravos como os donos de engenho e fazendas morriam cedo por anemia e falta de proteína. As crianças também.
A partir do mocotó, que começou a ser difundido na região das Missões, a morte prematura de crianças também foi reduzida drasticamente. Vendo que os bebês escravos e os negros da lavoura não ficavam mais doentes, as mulheres dos fazendeiros levaram esse prato para a Casa Grande e, assim, começaram a fortificar seus filhos e maridos.
Como é uma receita de elevado valor nutricional, o mocotó passou a ser adotado pelas famílias tradicionais e se tornou uma comida típica do Rio Grande do Sul, no final do século 17. Depois é que se espalhou pelo Brasil.
Para fazer mocotó é preciso ter pata de boi, tripa grossa, mondongo, tomate, cheiro verde, feijão branco, linguiça fina, cebola, manjerona, pimenta verde, ovo cozido e azeitona. O boi, o mondongo e a tripa grossa precisam ser bem limpos e postos em água, na véspera. A gordura que fica acumulada na superfície dessa água que ferveu as carnes também é utilizada para fazer o prato.

Ficou com vontade de experimentar? Pois este prato pode ser apreciado nos almoços das sextas-feiras, durante os meses de frio de Porto Alegre, no Plaza São Rafael Hotel.

 

Fonte: Conversa de Butiquim/culinária.culturamix.com.br


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